O cantor e compositor Bob Dylan, 85, abriu o coração sobre os dilemas do envelhecimento. O astro declarou que o aspecto mais difícil de viver na pele a passagem do tempo é perceber que alguns fatos poderiam ter transformado o passado, caso tivessem surgido quando ainda havia espaço para mudar o rumo dos acontecimentos.
“A velha chama em seu coração
ainda diz para fazer uma coisa ou outra, mas seu corpo responde: ‘Nós já
fizemos isso’. Além disso, nada mais surpreende você. Parece um privilégio, mas
não é. E você também fica sem ilusões.”
O ídolo da música acrescentou: “A
pior parte de ter 80 anos é descobrir, finalmente, que você tem consciência de
algo que poderia ter mudado completamente tudo o que ficou para trás, se esse
discernimento tivesse chegado em uma época em que ainda fosse possível mudar
alguma coisa. Quando você é jovem, acha que o tempo segue em frente. Aos 80,
sabe que ele permanece parado. Somos nós que nos movemos.”
“A melhor coisa de ter 80 anos é
sobreviver aos relógios que passaram a vida perseguindo você. É a liberdade em
relação à mentira de que alguma coisa esteve sob controle em algum momento.
Você não corre mais atrás do desfile. Você é um velho rei de algum país
desaparecido. Fica mais difícil configurar você.”
Disponível em:
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